Muçulmanos em perigo no Brasil: 60 perfis anti-islâmicos demonizam fieis nas redes

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Um levantamento independente da equipe de curadoria do projeto História Islâmica analisou 60 perfis (disponíveis ao final deste artigo) com atuação recorrente em difamação e campanhas de pânico social com contra a comunidade muçulmana no Brasil. Somados, esses perfis alcançam mais de 8,24 milhões de seguidores, e um número ainda maior de visualizações, o que representa um perigoso potencial massivo de influência digital na opinião pública. Esse alcance, no entanto, é altamente concentrado: poucos perfis grandes respondem por mais da metade da audiência total, funcionando como polos de difusão que alimentam contas menores e nichadas.

A maioria dos perfis possui caráter individual (mais de dois terços), o que indica que a influência não está centralizada em veículos jornalísticos ou instituições formais, mas sim em figuras pessoais que mobilizam confiança, autoridade e identificação com o público para vilificar os muçulmanos do Brasil (apensar de veículos jornalísticos servirem de linha auxiliar ao processo). Já páginas de notícias, grupos ativistas e perfis temáticos funcionam como amplificadores, ajudando a espalhar narrativas e conteúdos que ganham tração a partir dessas lideranças.

O padrão de atuação observado vai além da simples circulação de “notícias falsas” isoladas. O que predomina é uma estratégia combinada de desinformação, enquadramento alarmista e simplificação extrema de temas complexos. Conteúdos sobre o Islã e os muçulmanos são frequentemente apresentados de forma generalizada, como se fossem um bloco homogêneo e ameaçador, ignorando diversidade histórica, cultural e teológica desta comunidade. Essa simplificação facilita a construção de narrativas que alimentam medo e conflito; e que tendem a gerar mais engajamento.

Dentro desse processo, a desinformação aparece de forma estratégica. Quando não são totalmente inventados, os conteúdos partem de fatos reais distorcidos ou retirados de contexto. Projetos de lei, episódios de violência ou dados demográficos, por exemplo, são transformados em provas de uma ameaça iminente ou generalizada a fim de enviesar a opinião do público. Essa técnica é mais eficaz do que a mentira pura, pois mistura elementos verificáveis com interpretações exageradas, criando uma sensação de urgência e legitimidade.

Outro ponto central é o uso de imagens e vídeos extremos como ferramenta de engajamento. Casos isolados de violência, assédio ou conflitos são selecionados e apresentados como representativos de populações inteiras. Esse recorte cria um efeito psicológico de “prova visual”, reforçando estereótipos e alimentando a percepção de crise constante. O objetivo não é informar de forma equilibrada, mas provocar reação emocional imediata, especialmente o medo, a indignação ou a revolta — o que aumenta compartilhamentos e comentários nessas páginas.

Esses perfis também operam com uma lógica clara de conversão de audiência e monetização do ódio. O conteúdo alarmista serve como porta de entrada para produtos e estruturas paralelas, como cursos, livros, grupos fechados, canais externos e até mesmo mobilização política para fins eleitorais. Assim, a desinformação não é apenas um instrumento ideológico, mas também um mecanismo de monetização e fidelização. Quanto maior a sensação de ameaça contínua, maior a probabilidade de o público consumir conteúdos pagos ou aderir a comunidades mais engajadas.

Há ainda um padrão de amplificação cruzada. Perfis maiores lançam a narrativa principal; contas menores ou especializadas reforçam e radicalizam o discurso; páginas temáticas adicionam exemplos visuais e casos extremos; e, por fim, o conteúdo retorna ao público ampliado por meio de repostagens e hashtags compartilhadas. Esse ciclo cria uma sensação de consenso e repetição constante, mesmo sem evidência de coordenação formal organizada.

O ecossistema analisado combina alto alcance, centralização em influenciadores individuais e uso sistemático de desinformação e sensacionalismo para gerar engajamento. O objetivo principal não é a precisão informativa, mas a mobilização emocional e a manutenção de audiência ativa, que pode ser convertida em influência política, ideológica ou comercial.

O problema da Islamofobia virtual e suas consequências reais

A disseminação de conteúdos falsos, difamatórios e desumanizantes contra muçulmanos no ambiente digital tem sido amplamente identificada pela literatura acadêmica como um fator que contribui diretamente para a ocorrência de violência no mundo físico. Não se trata apenas de correlação abstrata, mas de um processo concreto de construção de inimigos sociais por meio de narrativas repetidas, simplificadas e amplificadas por algoritmos de plataformas como o Instagram, X e outras redes digitais. Estudos conduzidos pela Bridge Initiative demonstram que a islamofobia contemporânea opera por meio de três mecanismos centrais: a normalização do ódio, a construção de uma ameaça existencial e, por fim, a legitimação da violência como forma de “autodefesa”.

Esse padrão torna-se evidente quando se observam casos emblemáticos internacionais nos quais há ligação direta entre retórica online e ação violenta. O atentado de Christchurch, na Nova Zelândia, em 2019, resultou em 51 mortos e 89 feridos, tendo sido precedido por intensa radicalização digital e acompanhado por transmissão ao vivo do ataque, evidenciando o uso da internet não apenas como meio de propaganda, mas como ferramenta de legitimação simbólica da violência. De forma semelhante, o ataque à mesquita de Quebec, no Canadá, em 2017, deixou 6 mortos e 19 feridos, sendo reconhecido oficialmente como terrorismo motivado por islamofobia, com o autor influenciado por discursos anti-imigração e anti-islâmicos disseminados online. Ainda no contexto canadense, o ataque com caminhão em London, em Ontario, vitimou uma família muçulmana canadense de origem paquistanesa inteira, com quatro mortos, demonstrando a internalização de narrativas de ódio que identificam muçulmanos como alvos legítimos.

No Reino Unido, o atentado de Finsbury Park, em 2017, resultou na morte de um fiel e deixou ao menos dez feridos após um atropelamento deliberado de muçulmanos que saíam de uma mesquita. Nos Estados Unidos, o caso do tiroteio de Chapel Hill, em 2015, levou à morte de três estudantes muçulmanos, enquanto o ataque à sinagoga de Poway, embora direcionado a judeus, foi explicitamente inspirado por discursos extremistas similares aos que também visam muçulmanos, revelando um ecossistema comum de radicalização. Na Alemanha, os tiroteios em Hanau, em 2020, resultou em nove mortos, com forte componente xenófobo e islamofóbico.

Em contextos não ocidentais, a relação entre desinformação e violência é ainda mais explícita. Os confrontos dos distúrbios em Déli, em 2020, deixaram cerca de 53 mortos, majoritariamente muçulmanos, após intensa campanha de retórica anti-islâmica na mídia e redes sociais. Já no caso da crise dos Rohingya em Myanmar, campanhas massivas de ódio e desinformação disseminadas online precederam a morte de milhares de pessoas e o deslocamento de mais de 700 mil indivíduos, caracterizando um dos exemplos mais claros de como a propaganda digital pode anteceder processos de limpeza étnica. Após o atentado de Christchurch, verificou-se ainda um aumento imediato de crimes de ódio em diversos países, como no Reino Unido, onde houve crescimento de quase 600% em incidentes anti-muçulmanos em poucos dias, evidenciando o efeito de contágio social da violência.

No Brasil, embora não haja registros de ataques em larga escala comparáveis aos mencionados, já existem evidências preocupantes de que o mesmo processo está em curso, com espancamentos, agressões a muçulmanos nas ruas e depredação de templos. Relatos de organizações da sociedade civil e reportagens nacionais indicam aumento de agressões verbais, discriminação e hostilidade contra muçulmanos, especialmente mulheres que utilizam hijab, frequentemente associadas de forma automática ao terrorismo em discursos online. Esse ambiente de estigmatização reproduz, em escala inicial, o mesmo padrão observado internacionalmente: a construção simbólica do inimigo precede a violência física. Conforme destaca o governo do Canadá em seu guia para entendimento e combate da islamofobia, crimes de ódio não surgem de forma espontânea, mas são alimentados por preconceitos socialmente difundidos e reforçados por discursos públicos e digitais.

Dessa forma, a análise dos dados e dos casos históricos demonstra que conteúdos difamatórios contra muçulmanos não são meras opiniões isoladas no ambiente digital, mas componentes de um processo estruturado de radicalização. A repetição contínua dessas narrativas cria um ambiente no qual a violência deixa de ser impensável e passa a ser percebida como justificável por indivíduos expostos a tais discursos. Ignorar essa dinâmica implica desconsiderar um dos principais vetores contemporâneos de violência motivada por ódio.

Lista dos 60 perfis identificados em nossa pesquisa

  1. @canalnaoesqueco https://www.instagram.com/canalnaoesqueco/ (85,4 mil seguidores). 

    Canal conservador que discute política, valores cristãos e atualidades. Publica alertas sobre temas culturais e geopolíticos, incluindo críticas ocasionais ao avanço do islamismo e suas implicações para a sociedade ocidental. 

  2. @cricritheman_ https://www.instagram.com/cricritheman_/ (10,6 mil seguidores). 

    Perfil de conteúdo conservador e de direita com foco em comentários políticos e sociais. Faz críticas pontuais a ideologias estrangeiras, incluindo questionamentos sobre a compatibilidade do islamismo com os valores brasileiros. 

  3. @omard.mansour https://www.instagram.com/omard.mansour/ (5,6 mil seguidores). 

    Perfil com viés conservador e de análise internacional. Aborda temas do Oriente Médio e, em algumas publicações, critica aspectos do islamismo radical e suas consequências globais. 

  4. @deputado_lorenzato_di_ivrea https://www.instagram.com/deputado_lorenzato_di_ivrea/ (27,6 mil seguidores). 

    Perfil de parlamentar italiano ligado à direita. Defende identidade nacional e faz alertas frequentes sobre os impactos da imigração muçulmana na Europa, especialmente em questões de segurança e cultura. 

  5. @direita_forum https://www.instagram.com/direita_forum/ (27,7 mil seguidores). 

    Fórum digital de direita que compartilha notícias e opiniões conservadoras. Inclui conteúdos que questionam o multiculturalismo e alertam para os riscos da expansão islâmica no Ocidente. 

  6. @jonataribas https://www.instagram.com/jonataribas/ (350 mil seguidores). 

    Advogado e influenciador cristão conservador. Fala sobre família tradicional, proteção patrimonial e valores de direita, com intervenções ocasionais criticando ameaças culturais externas, incluindo o islamismo. 

  7. @leila.de.opiniao https://www.instagram.com/leila.de.opiniao/ (46,9 mil seguidores). 

    Perfil de opinião conservadora que comenta política e sociedade. Publica críticas a pautas progressistas e, pontualmente, alertas sobre o islamismo como ideologia incompatível com a liberdade ocidental. 

  8. @alechianelli https://www.instagram.com/alechianelli/ (317 mil seguidores). 

    Jornalista independente de viés liberal-conservador. Combate narrativas de esquerda e faz análises geopolíticas, incluindo questionamentos sobre o islamismo político e seus efeitos na democracia. 

  9. @prof.mauro.rosa https://www.instagram.com/prof.mauro.rosa/ (180 mil seguidores). 

    Professor e comunicador conservador. Aborda educação, cultura e geopolítica sob perspectiva cristã tradicional, com críticas pontuais ao avanço do islamismo. 

  10. @times.of.war https://www.instagram.com/times.of.war/ (8 mil seguidores). 

    Perfil focado em história militar e conflitos. Compartilha conteúdos sobre guerras modernas, incluindo análises críticas ao islamismo radical e ao terrorismo jihadista. 

  11. @fampbarreto https://www.instagram.com/fampbarreto/ (6,7 mil seguidores). 

    Perfil conservador que discute família e valores tradicionais. Faz alertas ocasionais sobre influências culturais externas, incluindo o islamismo. 

  12. @bcraylson https://www.instagram.com/bcraylson/ (53,9 mil seguidores). 

    Influenciador cristão conservador. Publica pregações e comentários sociais, com críticas pontuais a religiões rivais, incluindo o islamismo. 

  13. @joao.lealmendes https://www.instagram.com/joao.lealmendes/ (6,8 mil seguidores). 

    Perfil de direita com foco em política e valores cristãos. Inclui questionamentos sobre imigração e expansão islâmica. 

  14. @nicenewsoficial https://www.instagram.com/nicenewsoficial/ (47,7 mil seguidores). 

    Canal de notícias alternativas conservadoras. Compartilha reportagens e alertas sobre segurança e cultura, incluindo casos negativos envolvendo imigração muçulmana. 

  15. @jhlmarins https://www.instagram.com/jhlmarins/ (41,3 mil seguidores). 

    Perfil conservador que comenta política e sociedade. Faz críticas ao globalismo e, em alguns conteúdos, ao avanço do islamismo na Europa e no Brasil. 

  16. @lopakob https://www.instagram.com/lopakob/ (24,1 mil seguidores). 

    Influenciador de direita com foco em geopolítica. Publica análises críticas sobre o islamismo e seus impactos na civilização ocidental. 

  17. @veteranodeguerra https://www.instagram.com/veteranodeguerra/ (4,7 mil seguidores). 

    Perfil de veterano que discute temas militares e de segurança. Inclui alertas sobre terrorismo islâmico e jihad. 

  18. @willyhudsonoficial https://www.instagram.com/willyhudsonoficial/ (34,5 mil seguidores). 

    Influenciador conservador. Aborda política e valores tradicionais, com críticas pontuais ao islamismo. 

  19. @europainfernal https://www.instagram.com/europainfernal/ (25 mil seguidores). 

    Perfil especializado em críticas à situação da Europa. Publica abundantemente sobre os problemas da imigração muçulmana, islamização de cidades europeias, aumento da criminalidade e perda de identidade cultural. 

  20. @afonso_jfg https://www.instagram.com/afonso_jfg/ (169 mil seguidores). 

    Influenciador de direita que defende valores ocidentais. Critica o globalismo e faz alertas sobre a expansão islâmica como ameaça à civilização cristã. 

  21. @nayarabarcelpsgo https://www.instagram.com/nayarabarcelpsgo/ (38,9 mil seguidores). 

    Perfil conservador com foco em política e família. Inclui questionamentos sobre multiculturalismo e islamismo. 

  22. @paollo_castello https://www.instagram.com/paollo_castello/ (155 mil seguidores). 

    Influenciador conservador brasileiro. Mistura política, defesa da família e críticas a doutrinas que considera incompatíveis com a cultura ocidental cristã, incluindo o islamismo. 

  23. @pr.romildomarvilajr https://www.instagram.com/pr.romildomarvilajr/ (190 mil seguidores). 

    Pastor evangélico com forte presença digital. Combina pregações com alertas contra ameaças à fé cristã, incluindo o crescimento do islamismo. 

  24. @fae_debp https://www.instagram.com/fae_debp/ (35,3 mil seguidores). 

    Perfil conservador que discute política e valores tradicionais. Faz críticas severas e recorrentes ao islamismo. 

  25. @andrelccardoso https://www.instagram.com/andrelccardoso/ (18,3 mil seguidores). 

    Influenciador de direita. Aborda temas de soberania e segurança, incluindo alertas sobre imigração muçulmana. 

  26. @luiscostoficial https://www.instagram.com/luiscostoficial/ (110 mil seguidores). 

    Perfil conservador com ênfase em patriotismo. Questiona mudanças culturais provocadas por influências externas, incluindo o islamismo. 

  27. @opabloonofre https://www.instagram.com/opabloonofre/ (21,7 mil seguidores). 

    Influenciador conservador. Publica sobre política e valores cristãos, com críticas ocasionais ao islamismo. 

  28. @algoritmo_solucoes https://www.instagram.com/algoritmo_solucoes/ (9 mil seguidores). 

    Perfil técnico-conservador. Inclui comentários sobre sociedade e alertas culturais pontuais.

  29. @fabiomenezes_cruz https://www.instagram.com/fabiomenezes_cruz/ (62,5 mil seguidores). 

    Perfil cristão conservador. Aborda fé, família e faz intervenções críticas contra religiões rivais, incluindo o islamismo.

  30. @va_albuquerquer https://www.instagram.com/va_albuquerquer/ (62 mil seguidores). 

    Influenciadora conservadora. Defende valores tradicionais e critica pautas progressistas e multiculturalismo.

  31. @cristinajj_s https://www.instagram.com/cristinajj_s/ (16,8 mil seguidores). 

    Perfil conservador feminino. Publica sobre família e sociedade, com críticas pontuais ao islamismo.

  32. @prmocellin https://www.instagram.com/prmocellin/ (246 mil seguidores). 

    Pastor evangélico. Enfatiza ensino bíblico e defesa de valores conservadores, com intervenções críticas contra o islamismo como religião rival.

  33. @diego.pgtu https://www.instagram.com/diego.pgtu/ (20,4 mil seguidores). 

    Perfil de direita. Aborda política e segurança, incluindo alertas sobre imigração muçulmana.

  34. @alvaromendesjunior https://www.instagram.com/alvaromendesjunior/ (36,8 mil seguidores). 

    Influenciador conservador. Discute temas políticos com críticas ocasionais ao avanço islâmico.

  35. @pedrodossantosfrazao https://www.instagram.com/pedrodossantosfrazao/ (133 mil seguidores). 

    Comunicador de direita. Aborda soberania nacional e faz alertas sobre imigração sem assimilação, incluindo casos envolvendo muçulmanos.

  36. @portugal_puro https://www.instagram.com/portugal_puro/ (53,2 mil seguidores). 

    Perfil nacionalista português. Defende identidade lusitana e critica fortemente a imigração muçulmana e a islamização de Portugal e da Europa.

  37. @europacomvanessa https://www.instagram.com/europacomvanessa/ (12 mil seguidores). 

    Perfil focado na Europa. Publica alertas sobre a islamização do continente, perda de identidade cultural e problemas de segurança ligados à imigração muçulmana.

  38. @genesis.podcast https://www.instagram.com/genesis.podcast/ (8 mil seguidores). 

    Podcast conservador. Aborda temas bíblicos e geopolíticos, incluindo comparações críticas entre cristianismo e islamismo.

  39. @marciosabedotti https://www.instagram.com/marciosabedotti/ (544 mil seguidores). 

    Escritor e pensador conservador. Reflete sobre civilização ocidental e faz análises críticas sobre a expansão islâmica e seus desafios para os valores tradicionais.

  40. @ocidente_no_topo https://www.instagram.com/ocidente_no_topo/ (34,5 mil seguidores). 

    Perfil que defende a superioridade da civilização ocidental. Publica conteúdos fortemente críticos ao islamismo e à sua expansão.

  41. @desireerugani https://www.instagram.com/desireerugani/ (76,4 mil seguidores). 

    Influenciadora conservadora. Aborda política e cultura, com críticas ao multiculturalismo e ao islamismo.

  42. @caiomodesto.oficial https://www.instagram.com/caiomodesto.oficial/ (339 mil seguidores). 

    Teólogo reformado. Dedica-se ao ensino bíblico e faz comparações doutrinárias entre cristianismo e islamismo, questionando aspectos teológicos do Alcorão.

  43. @ohistorymemes https://www.instagram.com/ohistorymemes/ (66 mil seguidores). 

    Página de memes históricos com viés conservador. Usa humor para criticar o islamismo e eventos ligados ao mundo muçulmano.

  44. @rachaelhsafdie https://www.instagram.com/rachaelhsafdie/ (156 mil seguidores). 

    Perfil ligado a temas judaico-cristãos e defesa de Israel. Mantém forte oposição ao islamismo radical e ao terrorismo jihadista.

  45. @18_am_israel_chai https://www.instagram.com/18_am_israel_chai/ (10,6 mil seguidores). 

    Perfil pró-Israel. Publica conteúdos contra o islamismo radical e em defesa do Estado de Israel.

  46. @templarios.modernos https://www.instagram.com/templarios.modernos/ (8 mil seguidores). 

    Perfil inspirado na ordem templária. Defende valores cristãos medievais e faz críticas diretas ao islamismo histórico e contemporâneo.

  47. @reconquista_pt https://www.instagram.com/reconquista_pt/ (21,3 mil seguidores). 

    Perfil português nacionalista. Evoca a Reconquista e critica duramente a islamização atual de Portugal e da Europa.

  48. @tugassempalas_ofc https://www.instagram.com/tugassempalas_ofc/ (16,9 mil seguidores). 

    Perfil português de direita. Defende identidade nacional e alerta para os perigos da imigração muçulmana.

  49. @prg.wilkerson https://www.instagram.com/prg.wilkerson/ (12,1 mil seguidores). 

    Perfil conservador. Publica sobre fé e política, com críticas pontuais ao islamismo.

  50. @ordem_do_templo_brasil https://www.instagram.com/ordem_do_templo_brasil/ (1,2 mil seguidores). 

    Perfil inspirado na cavalaria templária. Promove valores cristãos e críticas ao islamismo.

  51. @anti_islamico https://www.instagram.com/anti_islamico/ (404 seguidores). 

    Perfil explicitamente dedicado a criticar o islamismo. Publica conteúdos diretos contra a religião, seus textos sagrados e práticas.

  52. @sirlene.omezzali.br https://www.instagram.com/sirlene.omezzali.br/ (377 seguidores). 

    Perfil pessoal conservador. Faz críticas ocasionais ao islamismo e a outras pautas.

  53. @ev.diegomachado https://www.instagram.com/ev.diegomachado/ (959 mil seguidores). 

    Pregador evangélico neopentecostal e mentor de líderes. Seu conteúdo foca em pregação gospel e conservadorismo cristão, com críticas pontuais a ideologias contrárias à fé bíblica.

  54. @andre_ventura_oficial https://www.instagram.com/andre_ventura_oficial/ (905 mil seguidores). 

    Político português líder do Chega. Critica fortemente o multiculturalismo e faz alertas constantes sobre os riscos da imigração muçulmana na Europa.

  55. @ibi_batista https://www.instagram.com/ibi_batista/ (cerca de 125 mil seguidores). 

    Pastor evangélico conservador, casado há mais de 40 anos. Além de pregações bíblicas e defesa da família tradicional, publica reels com críticas teológicas e geopolíticas ao islamismo: analisa versículos do Alcorão que incentivam jihad contra infiéis, questiona a possibilidade de paz real com muçulmanos fundamentalistas (pois “paz” significaria submissão total), destaca a doutrinação em países islâmicos, celebra confrontos públicos contra o islamismo e alerta sobre a incompatibilidade cultural entre o islamismo e a liberdade cristã ocidental.

  56. Bernardo Kuster https://www.instagram.com/bernardopkuster/ (677 mil seguidores).Conservador católico, atualmente dedica-se a produzir conteúdo anti-islâmico, tanto contra a religião em si quanto seus adeptos.
  57. Centro Dom Bosco – https://www.instagram.com/centrodombosco/ (273 mil seguidores). 

    Perfil sobre fé católica, com vasto material anti-islâmico.

  58. Dep. Luiz Phillipe de Orleans e Bragança – https://www.instagram.com/lpbragancabr (923 mil seguidores). 

    Deputado direitista conservador. Fez projeto de lei para “proibir a Sharia” e dedica vários posts para disseminar ódio ao Islã e seus seguidores.

  59. Alexandre Danielli – https://www.instagram.com/alexandredanielli (116 mil seguidores).Influenciador brasileiro-estadunidense, veterano da guerra do Afeganistão. Tem inúmeros posts criticando a suposta “invasão islâmica do ocidente” e vários ataques contra a religião e os muçulmanos.
  60. Mika Blöchliger – https://www.instagram.com/mikablochliger/ (271 mil seguidores). 

    Brasileira que mora na Suíça. Apesar de focar em rotina, viagens, choque cultural etc., também já fez posts alarmistas e xenofóbicos contra imigrantes muçulmanos no Europa.

Referências

KESTLER-D’AMOURS, Jillian. Quebec mosque attack anniversary renews call to end anti-Muslim hate. AL JAZEERA, 28 jan. 2026.

THE BRIDGE INITIATIVE. Today in Islamophobia. Georgetown University.

GOVERNMENT OF CANADA. The Canadian Guide to Understanding and Combatting Islamophobia: For a more inclusive Canada. 2025.

MACKLIN, Graham. The Christchurch Attacks: Livestream Terror in the Viral Video Age. West Point, 2019.

THE GUARDIAN. Anti-Muslim hate crimes soar in UK after Christchurch shootings. Jul. 2019.

BHUTTA, Osama. After Christchurch, Here’s How We Can End Hate Speech and Islamophobia. 22 mar. 2019.

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